domingo, 16 de janeiro de 2011

Uroboros

I need to keep myself busy, and to distance myself from everyone and everything. I must stop putting myself through the same tortures again and again. All this time and I still can't help myself, I keep falling back to the same patterns.

I find myself fantasizing about slashing through my forearm, from my wrist all the way to the top, down to the bone. I have vivid fantasies about my arms cut open, slip from side to side. Ripping tissue from my bones, laying in pools of blood and pushing needles through my skin. I don't want to die, but living is driving me mad.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Late night epiphany

Insomnia is plaguing my nights once more and just now I feel as though I might have reached an important conclusion.
Happiness evades humans because no moment or experience provides us with the same emotional reward more than once. And, as a drug addict strives to re-live the feeling of the first high, people search for the positive emotions they have felt in the past, failing consecutively, only being able to appreciate the good in things once they are in the past.

I feel like this is a concept too complex to put in to words. I have been happy, I can be happy (yet) I cannot define happy, I am mostly only aware of how good something is once it is no longer there. I am condemned to a life in the past of future; the present always seems to evade me. This is something I had long since realized and accepted as a part of who I am, the news is the part of the reason which came to me just recently: that I am living in an attempt to recapture past moments of happiness, that everything and anything that is providing me with these feelings presently is being put to the test of what has been.
Being incapable of recreating the same scenarios frustrates me particularly because I feel a great need for familiarity. Which leads me back to the search for what has been, familiarity is something I have, in my mind, associated deeply with happiness.

The next question is, should I or should I not push against my nature?
As always the answer, if it ever reaches me, will do so after the present moment in which I feel I need it the most; and I fear the regret of having wasted time away from where I must resign to exist in order to pursue or maintain whatever it is we search for.

domingo, 28 de novembro de 2010

Fight or flight

If my life was a computer game, this would be a puzzle room in which I got bored and decided to enjoy exploring the room and jumping around instead of bothering with the puzzle or moving on.
Nobody here has any moral authority over me, I'm doing what I want.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Standing my ground



We grow up and grow old too fast. In these years I have live through many more, I was torn and ripped and stuck back together again only to realize the pieces would never fit right anymore.
Hollow spaces and forgotten ideals, I built myself up in misconceptions and the world took it upon itself to punish me greatly for all my idiotic ideas.
Even my conscience feels sorry for me, as it has been a long long time since she last bothered me. In some ways I miss her, it reminded me I was still a person inside. These days I'm not sure.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

More human than human

Too much enlightened awareness may and will most likely lead to madness and subsequent termination.



If desire or ignorance leaves you wishing to continue, proceed to conjure immunity to: World, life, human.

Had you however arrived or even crashed in to the unavoidable conclusion, least you forget possibility of extermination of self through several means, unimportant how.

Should you find yourself taken over by feelings of a)doubt: or b)cowardice; ignore not possibility of existence being significantly filled with greater failure than first expected.

Thought leads to believe that intelligent human of worth must contemplate termination with high frequency. Inadequate perhaps.

If desires leave individual lusting to attain inclusion within humanity, end all relevant thought process, imitate, alienate, assimilate.


Quero sentir o teu sabor.

Para ti, Mafalda Sofia Gomes:

Disseram-me que era comigo que o faziam, se tivessem de escolher. Porque tenho ar de quem faz mais coisas, de mulher sem pudor. Tenho uma aura de puta.

Num bar qualquer passo o tempo a entreter-me ao fazer-te desejar estar dentro de mim. Não queres ceder e isso motiva-me ainda mais. As horas passam e acabas por confessar a erecção que te esforças por esconder, cedes finalmente e eu tomo consciência de como estou húmida de te ouvir falar assim.
Um idiota qualquer veio meter conversa connosco, encostada a ti neste canto tenho finalmente a oportunidade e dedico o meu toque à tua erecção. Noto o teu discurso a falhar e continuo a desejar cada vez mais que me atires seja para onde for e acabes o mundo dentro de mim.
Sentados, eu sei o que faço e tu também, eu sei. Queres beijar-me, e eu a ti. Tenho de falar no teu ouvido, o volume da musica assim o obriga e deixo a minha língua tocar a tua orelha. Arrepio e já não seguras mais o beijo. A cada investida cuja precisão é roubada pelo desejo intenso que sentes, e é essa necessidade de mim que me leva a querer-te ainda mais. O meu ego precisa que me queiras.
A noite passa a o álcool rouba-te o pudor, durante o beijo sinto a tua mão, não tens vagar em leva-la por baixo da saia e finalmente sentes nos teus dedos o que até agora só eu sentia dentro de mim.
No fim dividi-mo-nos, vais ficar à espera do fim e eu também.




Abres-me a porta. Os dias passaram, a conversa é casual. vou ocupar-me com o jantar que me ofereci para te fazer, a desculpa do costume, já se tornou metáfora. Não esperava que me apertasses assim, nunca me tinhas surpreendido assim. Gostava de te dizer como adoro que me surpreendam assim, o que provocam em mim os teus beijos na minha nuca e as tuas mãos a percorrerem-me o corpo, sem pudor, sem destino, com todas as intenções que tentas reprimir.
Passo pelos actos, tu também. Não queremos parecer adolescentes excitados. Já não o somos.
Agora podemos, agora podes beijar-me, e eu sinto nos tremores como foi difícil para ti conter esta merda. Para que é que te contens. Não me queixo, eu gosto dos tremores.
Atendes o telefone. Não me apetece comportar-me, vou tocar-te, vou perturbar o teu pescoço com a minha língua. Ainda não? Vou toma-lo na minha boca. O suficiente. Parei; olho para ti, sempre insististe que o meu olhar diz o suficiente. Desligas, segundos de beijos intensamente interrompidos na sua perfeição pelo desejo do mais.
"Preciso de ti agora. Anda."
Na cama, corpos nus entre lençóis, e tu revelas o que querias tanto que te roubava a precisão:
"Finalmente posso sentir o teu sabor."
E entre as minhas pernas saboreias-me até satisfazeres essa fome de mim. Não chega - entras em mim com um violência contida em movimentos lentos. Não podes conter o orgasmo, eu sei que é por isso que tens de sair, e viras-me, eu deixo. Mais beijos ansiosos no meu ombro e o teu toque. Ajudo-te, ainda não me sabes tocar. Melhor, mas não me vais conseguir fazer vir assim. Não me importa. Encaminho-te para dentro e o orgasmo chega a ti em poucos movimentos, enquanto te vens falas-me ao ouvido:
"Tenho de me vir, para te poder foder outra vez, e outra vez, outra vez..."

Vou passar o resto do tempo a pensar na próxima vez. Gostava de to confessar, de saber se também te ocupo os pensamentos.